sexta-feira, 4 de abril de 2014

Democratizando a Bahia e a Comunicação

Robinson Almeida*


Estes sete anos e três meses de gestão do governador Jaques Wagner, período em que fui responsável pela comunicação social, foram de aprendizado e realizações. À frente, vejo novos desafios. Porém é o olhar para trás que me mostra qual caminho seguir.
                                
A tarefa do governador era e continua sendo imensa: de um lado, mudar a cultura política, democratizar a Bahia; do outro, atender ao clamor das urnas e desenvolver o estado com inclusão social.  E assim como ele tinha que implantar uma nova forma de governar, minha missão, parte integrante da dele, foi desenvolver uma nova forma de comunicar. Nos dois casos, os paradigmas existentes não serviam aos nossos propósitos.

Tudo tinha que ser criado, inventado. A nova hegemonia precisava se estabelecer com a afirmação dos valores e signos da nova gestão, com suas prioridades econômicas e sociais, com sua vinculação orgânica ao projeto nacional. A decisão estratégica que conceituou o projeto continua atual até hoje: Bahia,  Terra de Todos Nós.

A produção das notícias de governo deve atender sempre ao imperativo legal e ético de prestação de contas à sociedade. A relação com os meios de comunicação, indispensáveis para as informações chegarem a todos, foi estabelecida na absoluta defesa da liberdade de imprensa. Nesse ambiente, a busca do contraditório, do equilíbrio na cobertura das pautas do governo, se tornou um desafio permanente.


Tendo sempre como matéria prima a verdade, foram produzidas ações publicitárias de grande repercussão. O "agora tem, tem, tem" embalou as realizações do governo. A campanha de depoimentos espontâneos de gente do povo consolidou a marca social de um governo que faz mais para quem mais precisa. Quem não se lembra de Dona Enedina, alfabetizada aos 100 anos? Nesse caso, a publicidade baiana foi premiada nacionalmente.

Para democratizar a Bahia, teríamos que inovar e produzir uma comunicação democrática. Sob esse novo olhar, a comunicação não podia ser tratada apenas nas dimensões de notícia, publicidade e propaganda. O povo, assim como tem direito aos serviços de educação e saúde, também tem direito à informação. Era preciso, para mudar de verdade, produzir políticas públicas voltadas para o setor.

A Bahia foi o primeiro estado brasileiro a realizar uma Conferência Estadual de Comunicação em 2008. Do diálogo com empresários, radialistas, jornalistas e movimentos sociais, nós extraímos as reivindicações básicas do segmento. Duas despontaram de imediato: transformar a então Assessoria Geral de Comunicação (Agecom) em secretaria e implantar o Conselho de Comunicação Social da Bahia.


Assim, em 2011, após a reeleição do governador Wagner, foi criada a Secretaria de Comunicação Social (Secom) e dessa organização administrativa foi possível falar e realizar políticas públicas de comunicação. Apoio aos segmentos comunitários, parcerias com setor do audiovisual, formação e capacitação profissional passaram a fazer parte da agenda da Secom. Nessa mudança, o Irdeb passou a ser ligado à Secretaria de Comunicação, dando integração a áreas comuns de governo. Destaco, nesse último período, os investimentos significativos, que colocaram a TVE na era digital.

Superando tabus, em 2012, foi instalado o primeiro Conselho de Comunicação Social do Brasil. Para a implantação do conselho, nós enfrentamos o preconceito de que o órgão teria o objetivo de censurar a imprensa. Nós, defensores da liberdade de expressão, éramos taxados de sensores. Eu tenho certeza de que a participação do empresariado, dos trabalhadores e da sociedade civil foi decisiva para desmitificar o debate e construir o conselho, que completou dois anos e renovou recentemente o seu colegiado.

Voltando ao presente, carrego os sentimentos de dever cumprido e de gratidão a todos com quem me relacionei.  Para os novos desafios que vou trilhar, recorro a Paulo Freire: “ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar”. Meu sonho é uma Bahia de todos nós!

*Robinson Almeida é ex-secretário de Comunicação Social do Estado da Bahia

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

COLAB.RE DISPONIBILIZARÁ MAPA VIRTUAL DE MOBILIDADE URBANA ÀS CIDADES-SEDE DA COPA DO MUNDO BRASIL 2014

Projeto consiste em coletar fiscalizações e propostas de melhorias das condições das calçadas de cada município, por meio da interação de usuários na rede social

No último dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, o Colab.re, rede social brasileira para a cidadania, em parceria com o site Catraca Livre, disponibilizou ao prefeito Fernando Haddad um mapa virtual, na própria plataforma, com as condições das calçadas do município, em evento na Sala São Paulo. A iniciativa integra projeto que visa a melhoria da mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo Brasil 2014.

Fruto da mobilização de usuários na rede social, o projeto consiste em coletar fiscalizações e propostas de mudanças das condições das calçadas dos municípios brasileiros, a fim de gerar um diagnóstico online que será entregue aos gestores públicos, até junho deste ano. Após passar pela capital paulista, a ação segue para Recife, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Fortaleza, Natal, Manaus e Cuiabá.

Para Gustavo Maia, sócio-fundador do Colab.re, os mapas virtuais são fruto da incessante vontade do Colab.re e do Catraca Livre em buscar a participação popular na melhoria das cidades. “O nosso objetivo é incentivar uma maior consciência dos gestores públicos em prover melhorias com base em projetos e participação popular", defende.

Lançado em 2013, o aplicativo Colab.re permite que os usuários interajam entre si e com a gestão pública de todo o Brasil. Assim, as pessoas podem fiscalizar problemas diários, por meio de textos, fotos e geolocalização, propor soluções, e ainda endossar outros relatos, compartilhando-os ou apoiando o pedido de mudança. Além da web, o Colab.re está disponível em aplicativo para os sistemas android e ios. Atualmente, a rede social ultrapassa 30 mil usuários cadastrados em todo o Brasil.

O Catraca Livre é uma plataforma de jornalismo comunitário que produz notícias com a colaboração de uma rede de contatos, idealizado e sob a gestão do jornalista Gilberto Dimenstein, e distribui essas informações na internet, jornal, rádio e TV. Sob o lema “A cidade na sua mão”, o canal divulga diariamente oportunidades gratuitas ou a preço popular das principais capitais brasileiras nos mais variados serviços. Com foco em cultura, o Catraca Livre também aborda educação, esportes, consumo, trabalho, saúde e empreendedorismo.

Fonte: http://www.casadoconteudo.com.br 

quarta-feira, 6 de março de 2013

A função da comunicação na imagem de cidades e territórios

Luís Paulo Rodrigues


Num mundo global e competitivo, a comunicação de um território, focada nos seus recursos culturais, turísticos e econômicos, é um elemento fundamental para o seu fortalecimento e para a sua imagem externa, contribuindo para a captação de novos turistas, novos investimentos e, por consequência, novas fontes de rendimento.

Na sociedade midiática em que vivemos, comunicar é essencial para agregar valor a uma marca. Uma cidade é uma marca no mesmo sentido da marca de um produto alimentar ou da marca de uma peça de vestuário. Uma cidade, um município, uma região ou um país são marcas que podem ser consumidas por moradores, turistas ou investidores. São marcas cuja comunicação tem de ser trabalhada em permanência para que haja um bom relacionamento contínuo com todos os públicos de interesse, de acordo com o seu posicionamento estratégico.

Uma cidade que transmite uma percepção pública positiva é um foco aberto a novas parcerias e novos negócios, ampliando a sua visão e sua missão como comunidade humana aberta ao mundo, que busca o desenvolvimento e a qualidade de vida para os que nela vivem e trabalham e para os que nela procuram oportunidades de turismo e lazer ou negócios.

Numa cidade, a agregação de valor acontece através do conhecimento público das boas práticas municipais e de uma comunicação que faça destacar as potencialidades turísticas, ambientais, culturais e econômicas. Este trabalho traduz-se em percepções positivas que, por sua vez, potenciam o incremento do turismo e da economia local, através da captação de novos turistas, da fidelização de outros e da transmissão de opiniões positivas sobre a cidade e a região por cada visitante nos seus círculos de amigos, seja no seu local de trabalho ou na Internet.

A concorrência entre cidades é cada vez maior e os turistas, no processo de decisão de escolha de uma viagem de férias, já não aceitam decidir só com base na informação fornecida pelas agências de viagens. O turista do século XXI é formado e informado. Segue a agenda dos meios de comunicação especializados e está na Internet, onde procura a informação para fazer o plano de suas próximas férias ou prepara o roteiro para próximas visitas turísticas e de lazer.

Antes da Internet, as marcas só conseguiam atrair atenções mediante a compra de publicidade dispendiosa. Hoje, as organizações que compreendem as novas regras da comunicação desenvolvem relações diretas com os seus públicos de interesse através da comunicação digital. As redes sociais, os blogues, as notas noticiosas online e outras formas de conteúdos digitais permitem que as cidades possam comunicar diretamente com os seus públicos. O segredo de uma comunicação eficaz está em saber o que estamos a comunicar e em entender os públicos com quem comunicamos.

Para ser escolhida como destino de férias, uma cidade tem que se mostrar, tem que ir até ao consumidor, da forma mais espontânea possível, comunicando e dando a conhecer todo o seu diferencial. Pode fazer isso através dos meios de comunicação digital, sem nunca esquecer os meios de comunicação tradicionais: uma comunicação bem planeada na imprensa tradicional, especializada em turismo e lazer, ou na televisão, colocando em agenda reportagens sobre a oferta turística de uma cidade e suas características específicas, constitui um trunfo de marketing territorial poderoso, pois o cidadão informado está sempre procurando informação, aceitando muito melhor um trabalho jornalístico do que o mesmo assunto através de publicidade paga. São os conteúdos de boa qualidade que suscitam o interesse e a curiosidade das pessoas. Além disso, um matéria na imprensa tradicional chega também aos públicos que estão na Internet – dado vivermos num sistema midiático convergente, ou seja, com toda a informação convergindo para a Internet. 



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

36 blogs de estudantes e profissionais de relaçõespúblicas que merecem ser seguidos em 2013



Desde 2010 que alguns especialistas afirmam que a tendência é que os blogs percam força e relevância no contexto da Internet, o Portal RP-Bahia (que foi um dos primeiros projetos da área de relações públicas a utilizar um blog como ferramenta de relacionamento) ainda aposta na vida útil dessa ferramenta e fez, pelo terceiro ano consecutivo, uma lista com blogs de estudantes e profissionais de relações públicas que merecem ser seguidos, agora em 2013.

Confira os 36 blogs de estudantes e profissionais de relações públicas que merecem ser seguidos em 2013:

Quem faz: @tais_so / @Galofero / @bruna_ribeiro / @TweetsdoAlan
Twitter: @versatilrp

Quem faz: @biaanobre / @yannefermin / @tainabarbirato / @aclarissa / @washingtonrp
Twitter: @rpmanaus

Quem faz: Leticia Gazzana, Fernanda Hack, Janini Poncio, Tuane Nicola, Ana Caroline Finger e Anelise Machado
Twitter: @fmundorp

Quem faz: @juhxs e Cintia Anton, alunas da UNISC.
Twitter: @blogunirp

Quem faz: Núcleo de Relações Públicas da Agecom da Universidade Feevale.

Quem faz: Carolina Terra
Twitter: @carolterra

Quem faz: Maurity Cazarotti
Twitter: @blogrpepp

Quem faz: Maíra
Twitter: @rp_maira

Quem faz: Jorge Lima
Twitter: @jorgeclima

Quem faz: Fabiana Begnini
Twitter: @fabibegnini

Quem faz: Marcello Chamusca
Twitter: @mchamusca

Quem faz: Professora Mara Baroni
Twitter: @COMUNICACIONAL

Quem faz: Professora Priscila Borges
Twitter: @triborp

Quem faz: RPjr - Empresa Junior de Relações Públicas da UNESP-Bauru
Twitter: @rpjr_

Quem faz: Gabriela Gadelha
Twitter: @GabiGadelha

Quem faz: Rodrigo Almeida
Twitter: @almeida021

Quem faz: Professora Cristina Cunha


Quem faz: Professora Teresa Pitombo
Twitter: @Teresa_Pit

Quem faz: Fernanda Wieser
Twitter: @fewieser

Quem faz: Marcello Chamusca
Twitter: @mchamusca

Quem faz: Rodrigo Capella
Twitter: @Rodrigo_Capella

Quem faz: Renata Arruda
Twitter: @rrenataarrudas

Quem faz: @murieldepaula
Twitter: @relacionese

Quem faz: Juliana Molz e Roberta Souza e Silva
Twitter: @adegadeideias

Quem faz: Fábio Procópio
Twitter: @fabioprocopio

Quem faz: Marcello Chamusca
Twitter: @mchamusca

Quem faz: Ludimila Costa
Twitter: @ludscosta

Quem faz: Poliana Lima
Twitter: @Para_RP

Quem faz: Marcela Murad
Twitter: @MarcelaMurad

Quem faz: Eduardo Alves
Twitter: @eduardoalves

Quem faz: Wagner Oliveira
Twitter: @futuroRP

Quem faz: Ricardo Campos
Twitter: @rcamposrp

Quem faz: @alanabrinker
Twitter: @cometend

Quem faz: Ana Barreto

Quem faz: Ingrid Hermes Bittencourt

Quem faz: Luiz Antônio Gaulia

quarta-feira, 14 de março de 2012

Do cinza para o verde: projeto que muda visual de Beirute comunica o novo perfil da cidade

Beirute, capital do Líbano, é uma bela cidade, que chegou a ser considerada a Paris do Oriente Médio. Bombardeios e guerras tiraram um pouco do seu brilho nas últimas décadas.


Hoje há pouquíssimas áreas verdes públicas. Vista de cima é uma cidade cinza, conforme pode se notar na imagem abaixo:


O projeto arquitetônico de transformar a cidade num grande o jardim suspenso, chamado de "Beirut Wonder Forest", mudaria essa realidade. Com a sua execução, Beirute passaria a comunicar à sua população e aos seus visitantes, um novo perfil de cidade, com visual verde e um ambiente muito mais saudável, conforme pode-se notar nas imagens abaixo:


Vejam o visual da cidade vista de cima, depois da implantação do projeto:


Um projeto desse muda completamente a relação das pessoas com o espaço da cidade, transformando as suas atitudes e, consequentemente, o dia-a-dia da cidade.


Qual será a cidade do Brasil que fará algo semelhante primeiro? Vamos torcer por São Paulo!


Fonte de informações e fotos: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/arquitetos-transformam-beirute-em-mega-jardim-suspenso

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

39 blogs de estudantes e profissionais de relações públicas que merecem ser seguidos em 2012

Desde 2010 que alguns especialistas afirmam que a tendência é que os blogs percam força e relevância no contexto da Internet, o Portal RP-Bahia (que foi um dos primeiros projetos da área de relações públicas a utilizar um blog como ferramenta de relacionamento) ainda aposta na vida útil dessa ferramenta e fez, pelo segundo ano consecutivo, uma lista com blogs de estudantes e profissionais de relações públicas que merecem ser seguidos em 2012. Esse ano tivemos a contribuição do blog RP Manaus para a seleção dos blogs.

Confira os 39 blogs de estudantes e profissionais de relações públicas que merecem ser seguidos em 2012:

Quem faz: @juhxs e Cintia Anton, alunas da UNISC.
Twitter: @blogunirp

Quem faz: Amanda Figueiredo e Danielly Pontes
Twitter: @crpbr

Quem faz: Carolina Terra
Twitter: @carolterra

Quem faz: Maurity Cazarotti
Twitter: @blogrpepp

Quem faz: Ana Clarissa
Twitter: @rpmanaus

Quem faz: @tais_so / @Galofero / Nana_Faria
Twitter: @versatilrp

Quem faz: Ricardo Campos
Twitter: @rcamposrp

Quem faz: Marcello Chamusca
Twitter: @mchamusca

Quem faz: Maíra 
Twitter: @rp_maira

Quem faz: Patrícia Morais
Twitter: @patriciamorais_

Quem faz: @GraciGuedes
Twitter: @Rprosear

Quem faz: Jorge Lima
Twitter: @jorgeclima

Quem faz: Fabiana Begnini
Twitter: @fabibegnini

Quem faz: Marcello Chamusca
Twitter: @mchamusca

Quem faz: Professora Mara Baroni
Twitter: @COMUNICACIONAL

Quem faz: Professora Priscila Borges
Twitter: @triborp

Quem faz: RPjr - Empresa Junior de Relações Públicas da UNESP-Bauru
Twitter: @rpjr_

Quem faz: Gabriela Gadelha
Twitter: @GabiGadelha

Quem faz: Rodrigo Almeida
Twitter: @almeida021

Quem faz: Professora Teresa Pitombo
Twitter: @Teresa_Pit

Quem faz: Fernanda Wieser
Twitter: @fewieser

Quem faz: Carla Costa
Twitter: @CarlaCostaRP

Quem faz: Marcello Chamusca
Twitter: @mchamusca

Quem Faz: Ana Mansour
Twitter: @ProRPComCorp

Quem faz: Rodrigo Capella
Twitter: @Rodrigo_Capella

Quem faz: Renata Arruda
Twitter: @rrenataarrudas

Quem faz: Professor Eliezer Cruz
Twitter: @eliezercruz

Quem faz: @murieldepaula
Twitter: @relacionese

Quem faz: Juliana Molz e Roberta Souza e Silva
Twitter: @adegadeideias

Quem faz: Fábio Procópio
Twitter: @fabioprocopio

Quem faz: Marcello Chamusca
Twitter: @mchamusca

Quem faz: Ludimila Costa
Twitter: @ludscosta

Quem faz: Poliana Lima
Twitter: @Para_RP

Quem faz: Marcela Murad
Twitter: @MarcelaMurad

Quem faz: Eduardo Alves
Twitter: @eduardoalves

Quem faz: Wagner Oliveira
Twitter: @futuroRP

Quem faz: @alanabrinker
Twitter: @cometend

Quem faz: Fabiana Malta
Twitter: @fabi_malta

Quem faz: Ana Barreto